Hoje eu vou brincar de ser criança E nessa dança, quero encontrar você Distraído, querido Perdido em muitos sorrisos Sem nenhuma razão de ser Olhando o céu, chutando lata E assoviando Beatles na praça Hoje eu quero encontrar você
Qdo eu falei para Deus, que me sentia só, e precisava de um amigo, primeiro, ele me fez preparar o terreno. Semeando flores pelo caminho, plantei o meu jardim. Construí alicerces no meu coração e abri a minha alma. Deus me mostrou o caminho, onde eu poderia encontrar um amigo. então, trabalhei incansavelmente o meu eu interior, eu queria dar o melhor de mim, em busca do calor de uma amizade. Nesta busca, me senti mais humana e mais flexível. Deus me fez ver que para ter amigos, eu precisava conquistá-los. Que antes de tudo, eu fosse verdadeira comigo mesma. e depois, que me doasse para amá-los. Entendi o recado e mergulhei na minha essência. Me encontrei comigo mesma e me questionei: O que você tem para doar aos teus futuros amigos? Procurei no armário empoeirado da minha alma, e encontrei uma grande quantidade de sentimentos esquecidos, alguns semi-novos, alguns antigos... outros eu nunca havia usado. Comecei a limpá-los, queria vê-los brilhar, qdo percebi que eles se transformavam em pedrinhas de brilhantes. Fiquei encantada com os meus próprios sentimentos, não sabia que tinha tantos! E que eles possuíam magnetismo! Eram lindos, mas eu não poderia retê-los comigo, Se eu ficasse com os meus sentimentos só para mim, eu continuaria sozinha. Eu tinha que doá-los, para conseguir fazer amigos. Foi então que eu: Eu lancei o Amor e me desfiz da solidão. Disse adeus à tristeza e me cobri de Esperanças. Desejei Felicidade a todos, distribuindo alegrias. Sugeri a Fé. Pedi a Paz. Abri o meu coração. Falei de saudade, acalentei sonhos. Despertei recordações. Acreditei no bem maior, e finalmente, agradeci a Deus. E qdo eu me dei conta, eu estava rodeada de amigos! Eu havia conquistado a sua amizade! Deus abriu as portas, para que você pudesse entrar. Ele me mostrou o caminho onde eu poderia te encontrar. Eu lancei os meus sentimentos e conquistei a sua amizade! e agora eu sei que nunca mais eu estarei sozinha... Por que eu tenho você... e você tem a mim... ...e essa conquista foi feita através do coração. Lisiê Silva
"Andando, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as… Eram todas iguais à sua flor.E deitado na relva, ele chorou…… E foi então que apareceu a raposa: - Bom dia, disse a raposa. - Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada. - Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira… - Quem és tu? Perguntou o principezinho. Tu és bem bonita… - Sou uma raposa, disse a raposa. - Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste… - Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda. - Ah! Desculpa, disse o principezinho. - Que quer dizer "cativar"? - É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços…" - Criar laços?- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo… A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe: - Por favor… Cativa-me! Disse ela. - Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. - A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! - Que é preciso fazer? Perguntou o principezinho. - É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto… No dia seguinte o principezinho voltou. - Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito… São precisos rituais. - Que é um ritual? Perguntou o principezinho. - É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. (…)Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse: - Ai! – Exclamou a raposa – Ai que me vou pôr a chorar… - A culpa é tua, disse o principezinho. Eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse… - Pois quis. - Mas agora vais-te pôr a chorar! - Pois vou - Então não ganhaste nada com isso! - Ai isso é que ganhei! Disse a raposa. Por causa da cor do trigo… Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo. (…) - Adeus… - Adeus, disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos…O essencial é invisível para os olhos – repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer. - Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante. - Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… Repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer. - Os homens já se esqueceram desta verdade, disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa…"